Verrugas anais (condilomas) e HPV

Os condilomas anais ou verrugas genitais são uma infeção provocada pelo vírus do papiloma humano ( HPV) , sendo na grande maioria dos casos uma infeção sexualmente transmissível.
Existem vários tipos de vírus mas em 90% dos casos a infeção deve-se aos tipos 6 e 11 do HPV .
É a mais frequente das doenças sexualmente transmissíveis e embora em homossexuais se considere uma doença venérea, ela pode observar-se na ausência de qualquer contacto sexual .
Atinge ambos os sexos e em várias localizações, afetando principalmente jovens com idade inferior a 25 anos.
Na mulher as localizações mais frequentes são a vulva e região anal, mas podem ocorrer na vagina e no colo do útero.
No homem heterossexual é mais frequente na glande, mas pode localizar-se na uretra, na pele do pénis ou escroto.
Nos homens homossexuais aparece na zona genital e canal anal.
As lesões causadas pelo HPV são benignas mas podem progredir com rapidez, aumentando em numero e em volume.
Em alguns casos a infeção por HPV pode estar associada ao desenvolvimento de cancro , especialmente no colo do útero.
A transmissão ocorre por contacto directo, muitas vezes durante relações sexuais, mesmo sem penetração.
O uso de preservativo e a vacinação são as principais formas de prevenção.

Sintomas
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas.
Quando presentes, podem incluir verrugas , comichão, ardor, dor durante o acto sexual ou corrimento anormal.
As lesões na pele ou mucosas podem ter diversas formas e tamanhos, frequentemente com aparência de couve-flor.
Nos casos mais simples, são lesões tipo verrugas, externas, pequenas, que na fase inicial podem passar desapercebidas, e progredir disseminando-se, podendo ocupar toda a área genital.

O exame clínico é suficiente para fazer o diagnóstico podendo estar indicada a biópsia nos casos duvidosos.
O tratamento depende de cada caso , podendo consistir na remoção das verrugas por electrocoagulação, cirurgia ou crioterapia, ou na aplicação de pomadas diretamente nas lesões .
As recidivas são frequentes devendo os doentes ser seguidos regularmente, dado o risco aumentado de cancro anal.