Apesar de ser um tumor raro a sua incidência tem vindo a aumentar ao longo dos anos, sendo a infeção pelo vírus do papiloma humano ( HPV ) responsável por cerca de 84% dos casos de cancro anal.
O HPV também é responsável por 95% dos cancros do colo do útero, 75% dos cancros da vagina, 69% dos cancros da vulva e 63% dos cancros do pénis.
É mais frequente em mulheres do que em homens, no geral, sendo o grupo de incidência mais elevada os homens homossexuais.
Os principais factores de risco são a infeção por HPV do tipo 16 e 18, e a infeção pelo vírus da imunodeficiência humana ( HIV ).
A prática de sexo anal, múltiplos parceiros sexuais, história prévia de doença por HPV no companheiro ou companheira são também factores de
risco a registar.
Em comparação com a população geral , o cancro do ânus é 30 vezes mais comum em indivíduos HIV positivo.
O facto de um indivíduo ser HIV +, é só por si um factor de risco para ser também HPV + , estando os dois vírus directamente relacionados com a doença .
Sintomas
Numa fase inicial as lesões podem não provocar qualquer sintoma.
Nas fases mais avançadas da doença podem surgir prurido ou ardência, dor, hemorragia, assim como dificuldade em controlar a saída das fezes.
O diagnóstico é feito pelo exame anal e toque rectal , recorrendo-se frequentemente a exames endoscópicos e biópsia das lesões.
O tratamento envolve geralmente radioterapia e / ou quimioterapia .
A cirurgia pode estar indicada apenas em casos específicos.
Os doentes HIV + devem fazer tratamento retroviral .
A prevenção e o diagnóstico precoce do vírus HPV e HIV é muito importante, sendo aconselhável o uso de preservativos durante as relações sexuais, limitar o numero de parceiros e , principalmente, receber a vacina contra o HPV.